“Quem deve povoar o grande vale do poderoso Amazonas? Deve ser ele habitado por um povo imbecil e indolente ou por uma raça empreendedora, que tem a energia e a iniciativa capazes de subjugar a floresta e desenvolver e utilizar os vastos recursos que ali jazem ocultos?“

Esse é um trecho do livro “O Sul mais distante” de 1850, retratando o povo brasileiro como povo imbecil e o povo americano como raça empreendedora. Apesar de não falarem nestes termos hoje em dia, este é o sentimento daqueles que comandam as potências estrangeiras.

Amazônia, é a maior floresta tropical do mundo, é vista por esses países como uma área estratégica diante da perspectiva de escassez global de recursos naturais que são necessários para o crescimento da economia mundial.

Diante desse cenário, a Amazônia se torna cada dia mais importante e desejada por eles, e sob a falsa bandeira do ambientalismo e da defesa dos indígenas, que patrocinam movimentos separatistas, visam usufruir de tudo o que a floresta tem a oferecer.

Esses países se aproveitam da falta de um projeto de defesa nacional, e aumentam cada vez mais sua influência na região e fomentam a tese de “internacionalização da Amazônia”.

Inclusive, muitos não sabem, mas o Brasil já perdeu formalmente uma parte do seu território na Amazônia para uma potência estrangeira.

Se o Brasil não valorizar as suas próprias riquezas, outros estão interessados em dar o seu devido valor.

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ORIGENS DO INTERESSE

O interesse sobre a Amazônia não é recente, há mais de 400 anos começaram as disputas por território, no século XVI a maior parte da floresta ainda pertencia a Espanha, como estipulado pelo Tratado de Tordesilhas. Desde essa época, holandeses e ingleses começaram as tentativas de invadir e conquistar a floresta amazônica.

Em resposta a isso, portugueses e luso-brasileiros ao serviço da Espanha, defenderam o território, ao longo dos anos de 1616 a 1648. E para conseguir impedi-los, os portugueses construíram diversas fortificações militares que foram de fundamental importância para a estratégia de ocupação e fortalecimento da soberania e delimitação da Amazônia brasileira. 

Os objetivos eram garantir a dominação portuguesa diante da coroa espanhola assim como expulsar do rio Amazonas franceses, ingleses, holandeses e irlandeses que haviam-se estabelecido, implantando feitorias, com o objetivo de explorar as riquezas amazônicas. 

Todas as tentativas de penetração e conquista que esses povos pretendiam realizar nessa época na Amazônia foram impedidas.

“PESQUISAS CIENTÍFICAS”

Até o início do século XX, pesquisas científicas e tecnológicas realizadas por estrangeiros não possuíam quaisquer requisitos e critérios definidos, havendo uma abertura irrestrita para a entrada de cientistas que buscavam descobrir e compreender o patrimônio natural amazônico. 

Entretanto, o histórico dessas viagens têm revelado que algumas dessas expedições científicas não se restringiram aos seus objetivos no campo da ciência. Muitas delas escondiam propósitos de grande significado para a Amazônia.

Não foram apenas geógrafos e ambientalistas que percorreram a Amazônia, para inventariá-la, servindo aos interesses econômicos e políticos de seus países.

Também veio uma legião de jornalistas, professores e observadores que tomavam o máximo de informações possíveis sobre a região durante semanas e até meses.

Até o líder do terceiro Reich (HITLER* Não pode falar) ensaiou assaltar a Amazônia financiando uma expedição (de 1935 a 1937), sob o comando de Joseph Greiner, que morreu na floresta, em 2 de janeiro de 1936, tendo na sepultura a cruz Suástica. A expedição tinha até avião para o transporte de amostras de minerais para Belém e dali para Berlim.

No século XX também, cartéis ingleses e americanos voltaram a tentar a dominação da Amazônia, só que dessa vez por meios comerciais, em vez da conquista territorial.

Tendo a participação na exploração do subsolo sido concedida a Standard Oil Company no estado do Amazonas; a entrega de grandes áreas ricas em minérios para grupos norte-americanos, ingleses, franceses e japoneses, foram feitas por encomendas diante de leis omissas.

No final do século XX, os Estados Unidos foram um dos países que mais incisivamente se debruçaram sobre a Amazônia brasileira. Além do Instituto Internacional da Hiléia Amazônica, do Projeto dos Grandes Lagos e do Centro do Trópico Úmido, outros projetos mais conhecidos com participação americano foram o PDBFF – Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais e o LBA – Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia. 

O primeiro é um projeto de cooperação bilateral entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e o Smithsonian Institution (SI).

O projeto consistiria numa base científica americana na área de pesquisa florestal e da biodiversidade, um projeto de cooperação permanente que, do ponto de vista geopolítico, é altamente questionável ao representar uma interferência na soberania nacional, ainda que praticado com a permissão das autoridades brasileiras.

Internacionalização da Amazônia

Em 1989, numa conferência em Haia, na Holanda, sobre problemas de meio ambiente, o então presidente francês François Mitterrand propôs a espécie de internacionalização da Amazônia por meio da criação de uma autoridade internacional capaz de punir crimes ecológicos. Ele afirmou que isso poderia se traduzir “na renúncia de parte da soberania por alguns países”

Veja a seguir algumas frases que políticos importantes já deram sobre a Amazônia.

  • Al Gore (1989): “Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós”.[18]
  • François Mitterrand (1989): “O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia”.[18]
  • Mikhail Gorbachev (1992): “O Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes”.[18]
  • John Major (1992): “As nações desenvolvidas devem estender o domínio da lei ao que é comum de todos no mundo. As campanhas ecológicas internacionais que visam à limitação das soberanias nacionais sobre a região amazônica estão deixando a fase propagandística para dar início a uma fase operativa, que pode, definitivamente, ensejar intervenções militares diretas sobre a região”.[18]
  • Henry Kissinger (1994): “Os países industrializados não poderão viver da maneira como existiram até hoje se não tiverem à sua disposição os recursos naturais não renováveis do planeta. Terão que montar um sistema de pressões e constrangimentos garantidores da consecução de seus intentos”.[18]
  • Emmanuel Macron (2019): “Associações, ONGs e atores, já há vários anos – por vezes alguns atores jurídicos internacionais – levantaram a questão para saber se podemos definir um status internacional da Amazônia.”[19]
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“ROUBO” DE TERRITÓRIO 

Vocês acham que as potências estrangeiras, que criam guerras para atender aos seus interesses econômicos, se importariam com um povo isolado em uma floresta a 10 mil km de distância?  

A mesma mentira que é utilizada hoje, foi utilizada mais de 100 anos atrás. Proteção de indígenas. A questão, no caso, ficou conhecida na história diplomática brasileira como “A Questão do Rio Pirara”. 

“A Questão do Rio Pirara” foi um conflito territorial entre a Inglaterra, Portugal (até 1822) e posteriormente o Brasil sobre a demarcação das fronteiras entre o Brasil e a Guiana inglesa. 

Todo esse conflito surgiu graças à intervenção do explorador Robert Hermann Schomburgk que, na década de 1830, realizou uma série de visitas exploratórias à região, e fez diversas sugestões em seus relatórios para a Guiana inglesa. Como as potências nunca jogam para perder, é óbvio que ele iria aumentar o território pertencente à Guiana inglesa.

As sugestões dele tomariam tanto territórios brasileiros como venezuelanos, e logo em seguida, elas passaram a ser apresentadas pelo governo inglês como sendo as fronteiras oficiais de sua colônia sul-americana.

Após mais de 60 anos de conflito diplomático, foi decidido quem seria o mediador deste problema. O escolhido foi o rei Vítor Emanuel II da Itália. E como sempre a balança caiu para o lado mais pesado.

Em 1904 a decisão foi tomada pelo rei italiano: 19 630 km 2 seriam retirados do Brasil e entregues à Inglaterra, somando territórios à sua então colônia, e 13 570 km ² disputados pelo Brasil seriam devolvidos, definindo assim, os limites da fronteira. Obviamente a Inglaterra com status de superpotência da época não sairia prejudicada dessa disputa.

RIQUEZAS DA FLORESTA

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, sendo a vigésima maior parte da superfície terrestre, quatro décimos da América do Sul, e três quintos do Brasil. O Brasil possui 79% da floresta. Ela é possuidora de enorme biodiversidade, imensas reservas de minerais estratégicas − uma grande variedade de recursos minerais conhecidos e economicamente exploráveis, como petróleo, ouro, diamantes, ferro, cobre, manganês, cassiterita, bauxita, níquel, caulim, titânio, vanádio, gesso, calcário, nióbio, halita e muitos outros. Além disso, ela possui a maior reserva de água doce do planeta, sendo possuidora de 20% da reserva de água doce mundial.

Ao mesmo tempo em que tem toda essa riqueza, a região é pouco povoada e possui grandes vazios demográficos, inclusive nas regiões de fronteira. A presença do Estado é precária e a população tem dificuldade de acesso a serviços básicos como atendimento médico, educação, água potável e rede de esgoto, principalmente nas regiões afastadas das capitais dos estados. 

A centralização de recursos e decisões em Brasília acaba deixando desassistidas enormes partes da floresta, e a partir daí surgem as pressões externas, aproveitando o vácuo deixado pelo estado. As narrativas de sempre falam em direitos humanos e a criação de “Estados” independentes para os índios”, e se juntam as denúncias contra o meio-ambiente das (ONGs) e órgãos internacionais, tudo convergindo para um cenário internacional de que, o Brasil é incapaz de administrar e preservar a região amazônica e exercer seu poder e soberania sobre ela.

Conclusão

Em termos de defesa nacional, a Amazônia é um dos principais focos e, para isso, se faz necessário um avanço de um projeto nação, tudo isso com uma indústria nacional forte e um ambiente de negócios que nos permita competir com os países mais desenvolvidos do mundo.

Historicamente, a Amazônia se encontra entrelaçada diante dos interesses de acumulação de poder e riqueza dos grandes centros de poder mundiais, sejam Estados ou empresas multinacionais. Na atualidade, tais centros de poder se lançam na disputa das fontes de recursos naturais estratégicos.

O futuro da Amazônia brasileira e das suas riquezas, pertence ao Brasil e ao seu povo, e a mais ninguém.