O “Milagre Econômico” da Alemanha Nazista, foi um grande feito, considerando a devastação que a da Primeira Guerra Mundial deixou no país. A Alemanha encontrou-se em uma situação desafiadora. Derrotada e sob as severas sanções do Tratado de Versalhes, o país enfrentou uma montanha de reparações de guerra. O Império Alemão desmoronou, dando lugar à República de Weimar.

O período entre as duas guerras mundiais na Alemanha foi marcado por uma crise profunda: hiperinflação, desemprego, fome, agitação social e política, greves e até tentativas de golpes.

Como este país, que teve sua economia devastada, conseguiu se transformar em uma potência bélica capaz de enfrentar as maiores nações do mundo em apenas duas décadas? O que levou ao “Milagre Econômico” da Alemanha?

Tratado de Versalhes

TRATADO DE VERSALHES - HISTÓRIA DO MUNDO

 O Tratado de Versalhes foi um duro golpe para a Alemanha após a Primeira Guerra Mundial. As forças aliadas que venceram o conflito se reuniram na Conferência de Paz de 1919, na França, e o resultado desse encontro foi o infame Tratado de Versalhes. As consequências para a Alemanha foram avassaladoras:

– Perda de todas as suas colônias na África e Ásia.

– Redução de 13% de seu território na Europa.

– Abandono de 10% de sua produção industrial.

– 15% de sua agricultura também foi sacrificada.

– Transferência da produção das minas de carvão do Sarre para a França, durante um período de 15 anos.

– A obrigação de pagar um total de 929 bilhões de dólares em reparações de guerra (ajustado para valores de 2021).

Posteriormente, esse valor foi reduzido pela metade, mas mesmo assim, a dívida alemã permaneceu gigantesca. Além disso, parte dos pagamentos era feita com matérias-primas, o que diminuiu ainda mais a capacidade industrial do país, agravando a crise econômica já devastadora e dificultando o cumprimento das reparações de guerra.

Um dos principais economistas britânicos da época, John Maynard Keynes, considerava muitas cláusulas do Tratado de Versalhes abusivas e prejudiciais aos interesses alemães. Ele expressou essas preocupações em seu livro best-seller intitulado “Consequências Econômicas da Paz”, no qual argumentava que, além de serem virtualmente impossíveis de pagar, as cláusulas do Tratado não conduziriam à paz, mas sim a um cenário propício para um novo conflito. A situação econômica da Alemanha permaneceu praticamente inalterada até 1923, quando mudanças significativas na política econômica foram implementadas.

Ano das crises 1923

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CRÉDITO: BUNDESARCHIV

1923 foi um ano crucial para a República de Weimar, marcado por uma série de crises que abalaram o país. Esse ano ficou conhecido como o ‘ano das crises’. A Alemanha ainda estava se recuperando da Primeira Guerra Mundial, e a hiperinflação estava se espalhando rapidamente. Além disso, a desconfiança internacional em relação à Alemanha era tão grande que nenhum país estava disposto a emprestar dinheiro para ajudar na sua recuperação econômica.

Essa situação levou à primeira crise do ano. A Alemanha não conseguiu pagar os 8 bilhões de dólares em reparações de guerra devidas em 1922, o que resultou na ocupação da rica região do vale do rio Ruhr pela França e Bélgica em 11 de janeiro de 1923. Isso paralisou o coração industrial do país. Para evitar que as empresas do Ruhr produzissem para os invasores, o governo começou a pagar essas empresas para não produzirem, financiando essa “resistência passiva” por meio da impressão descontrolada de dinheiro. Isso levou à hiperinflação, tornando a moeda alemã praticamente sem valor.

A segunda crise foi a hiperinflação em si. Vários fatores contribuíram para isso, incluindo a impressão excessiva de dinheiro para cobrir os déficits do governo, a escassez de bens devido à guerra, a alta dos preços de bens importados devido à valorização do dólar e as pesadas reparações de guerra impostas pelo Tratado de Versalhes. O valor do Marco Alemão caiu vertiginosamente, indo de 7 mil marcos para 1 dólar em fevereiro de 1923 para 130 milhões de marcos para 1 dólar em novembro do mesmo ano.

A terceira crise ocorreu com o Putsch de Munique, uma tentativa de golpe de estado liderada por Adolf Hitler. Ele explorou o descontentamento da população com o governo e tentou derrubar o governo da Baviera, mas o golpe fracassou e muitos líderes nazistas foram presos.”

 Gustav Stressemann e a recuperação da crise de 1923

GUSTAV STRESEMANN AND WEIMAR GERMANY'S GOLDEN ERA | SCHOOLSHISTORY.ORG.UK

Após o caos de 1923, como o governo conseguiu lidar com a crise? Gustav Stresemann assumiu como Chanceler, embora tenha ocupado o cargo por apenas 100 dias, suas ações tiveram um impacto positivo duradouro. Ele é amplamente reconhecido como um dos políticos mais hábeis da República de Weimar.

Stresemann adotou uma abordagem pragmática para lidar com a ocupação do Ruhr. Ele conseguiu encerrar as greves, o que, na época, foi visto como uma derrota, mas, ao trazer de volta os trabalhadores, ajudou na recuperação econômica.

Além disso, o governo de Stresemann interrompeu a impressão descontrolada de dinheiro pelo Reichsbank, o banco central alemão. Isso pôs fim à hiperinflação. Ele introduziu o Rentenmark, uma moeda temporária que permitiu que as pessoas voltassem a comprar usando a moeda nacional. Em 1924, o Rentenmark foi substituído pelo Reichsmark. O governo também implementou um controle financeiro mais rigoroso e reduziu a burocracia, criando um ambiente de estabilidade econômica e prosperidade na Alemanha.

Outra figura importante na recuperação econômica foi Hjalmar Schacht, um economista e banqueiro alemão que se tornou Presidente do Banco Central em 1923, permanecendo no cargo até 1930. Ele também influenciou a nomeação de Hitler como Chanceler. Schacht desempenhou um papel fundamental na criação da nova moeda e no fim da hiperinflação alemã.

Schacht também deu um passo adiante ao criar o Golddiskontbank, um banco de desenvolvimento para a Alemanha. Esse banco emprestava recursos para impulsionar a produção industrial, especialmente na região industrial da Renânia-Vestfália, contribuindo para a recuperação econômica da Alemanha. Ele conseguiu obter cerca de 100 milhões de marcos em moeda estrangeira do Banco da Inglaterra.”

1924 a 1929 – Crescimento Econômico

“Entre 1924 e 1929, a Alemanha experimentou um período de crescimento econômico notável, graças ao Plano Dawes, uma iniciativa criada por um comitê formado por Bélgica, França, Reino Unido, Itália e Estados Unidos. O plano tinha cinco pilares:

  1. a) Uma reforma monetária para estabilizar o valor do Marco Alemão (que já havia sido iniciada por Schacht).
  2. b) A introdução de novos impostos para resolver o déficit público.
  3. c) Uma revisão das quantias de reparação (inicialmente, 1 bilhão de marcos de ouro anuais pelos primeiros quatro anos, seguidos por 2,5 bilhões nos anos seguintes).
  4. d) Empréstimos oferecidos pelos Estados Unidos.
  5. e) A retirada de tropas francesas da Alemanha.
  6. f) Uma reestruturação do Reichsbank, incluindo a introdução de um órgão fiscalizador.

A Alemanha aceitou prontamente o plano, que entrou em vigor em setembro de 1924. Os pagamentos continuaram até 1929, quando ficou claro que as quantias eram insustentáveis para o país.

A curto prazo, o Plano Dawes ajudou a estabilizar a economia alemã e sua moeda, mas tornou o país dependente dos mercados externos e vulnerável a crises na economia dos Estados Unidos. A Alemanha conseguiu obter 800 milhões de marcos de ouro em moeda estrangeira, o que permitiu que ela honrasse seus pagamentos internacionais.

O plano teve impactos positivos, levando à reativação gradual da indústria alemã, controle financeiro e recolocação de trabalhadores. A produção industrial atingiu níveis não vistos em décadas, e a Alemanha se tornou líder em exportação de produtos manufaturados.

Em 1925, a Alemanha assinou os Tratados de Locarno, estabelecendo garantias de que não seria reocupada pelos Aliados, em troca da manutenção da desmilitarização da Renânia. Isso marcou um período de paz e prosperidade.

Em 1926, a Alemanha ingressou na Liga das Nações (predecessora da ONU), permanecendo como membro até 1933. Em 1929, houve outro plano de renegociação, chamado Plano Young, que reduziu significativamente o valor das parcelas a serem pagas.

A economia alemã estava se recuperando até 1929, quando a crise financeira desencadeada pelo Crash da Bolsa de Nova York atingiu globalmente. Isso impactou severamente a economia alemã, levando à retirada de créditos concedidos ao país. As reservas em moeda estrangeira do Reichsbank diminuíram rapidamente.

 1929 a 1933 – Ascensão do Nazismo

NAZISM | DEFINITION, LEADERS, IDEOLOGY, & HISTORY | BRITANNICA

Entre 1929 e 1933, a Alemanha enfrentou outra crise profunda. Bancos foram à falência, e os empréstimos estrangeiros não puderam ser pagos. A crise econômica não afetou apenas os bancos, mas também muitas empresas alemãs. O desemprego, que já estava alto, aumentou ainda mais. A pobreza e a fome voltaram a afligir as famílias alemãs, intensificando o descontentamento com a República de Weimar.

Nas eleições de julho de 1932, o Partido Nacional-Socialista Alemão se tornou o maior partido no parlamento alemão.

Em janeiro de 1933, Adolf Hitler foi nomeado Chanceler pelo Presidente Paul Von Hindenburg. Após o Incêndio do Reichstag (o Parlamento Alemão), Hitler pediu a Hindenburg que usasse o Artigo 48, conhecido como a Lei de Concessão de Plenos Poderes, que concedia poderes de emergência. Hindenburg aceitou o pedido.

Após a morte de Hindenburg em 1934, Hitler não convocou novas eleições e combinou os cargos de Chanceler e Presidente, inaugurando a Era Nazista. Esse período foi marcado por mudanças drásticas na Alemanha e teve um impacto significativo na história mundial.

A economia Nazista

Hitler convidou Hjalmar Schacht para reassumir a presidência do Reichsbank em 17 de março de 1933. Posição que acumularia junto aos cargos de Ministro da Economia (Em 1934) e Plenipotenciário para a Economia de Guerra.

Para financiar a criação de empregos e a recuperação da economia alemã e também esconder o rearmamento da Inglaterra e da França, Schacht evitou uma emissão volumosa de papel-moeda que pudesse ressuscitar um novo processo inflacionário, fato com o qual o povo alemão não iria concordar sem se manifestar, dado o passado recente da hiperinflação. Assim, elaborou o que ficou conhecido como “Saques Mefo”: como o governo não tinha naquele momento credibilidade necessária para captar recursos mediante a emissão de títulos públicos, Schacht forjou a criação da Mettalurgische Forschungsgesellschaft m.b.H. – Mefo, em maio de 1933. Tratava-se de uma sociedade anônima formada por quatro grandes empresas alemãs (Siemens, Gutehoffnungshütte, Krupp e Rheinmetall), com capital inicial de 1 milhão de marcos.

Essa empresa privada emitiria títulos (Saques Mefo), garantidos pelo governo, e que poderiam ser descontados na rede bancária alemã, depois de determinado prazo. Os bancos, por sua vez, poderiam trocar os Saques Mefo por marcos diretamente no caixa do Reichsbank, respeitando também certos prazos. Os títulos pagariam juros de 4% ao ano. O governo alemão, de posse desses títulos, passou a pagar suas despesas com as empresas fornecedoras por meio dos Saques Mefo, sem emitir papel-moeda.

As empresas, entretanto, preferiram não descontar os títulos, pois rendiam juros anuais significativos para uma economia estabilizada. Em poucos meses foram emitidos 4 milhões de marcos em Saques Mefo. Um sucesso! Os recursos foram aplicados imediatamente em obras públicas e, posteriormente, no rearmamento. Em quatro anos (1934 a 1938), o volume chegou a 12 milhões de marcos. Schacht soube entender o que mais tarde ficou conhecido por multiplicador keynesiano: os Saques Mefo geravam demanda efetiva e, portanto, aumentavam a produção e o volume de emprego; quando descontados por marcos no Reichsbank, depois de certo tempo, não tinham efeitos inflacionários, pois a recuperação da produção permitia uma maior quantidade de papel-moeda em circulação.

Entendendo que a construção civil era grande absorvedora de mão-de-obra, Schacht liberou verbas para construção de diques, canalizações, estradas, desmatamento, drenagens, moradias populares, hospitais, asilos, entre outras construções. Ficou famosa a construção das imensas Reichsautobahn – estradas de alta velocidade que cruzam toda a Alemanha. Em poucos meses os resultados apareceram: o desemprego havia caído vertiginosamente em todo o país, e em alguns distritos o desemprego havia até terminado. Este plano de Schacht de 1934 a 138 foi chamado de Vierjahresplan – ou Plano Quadrienal.

Com o sucesso do Primeiro Plano, Hitler convoca Hermann Göring, comandante da Luftwaffe, a força aérea alemã e político do alto escalão Nazista.

Hjalmar Schacht era contra os gastos internos que Göring estava promovendo. Schacht e Hitler tinham como discordância a estabilidade monetária e o aumento de gastos com rearmamento. Enquanto Hitler queria aumentar os gastos, principalmente com armamento, Schacht se recusava a isso, por temer uma volta da inflação. Essa discordância acabou levando ao pedido de demissão de Schacht.

Para ele, os planos eram propaganda política e alcançaram uma mínima parte de seu objetivo.

Os objetivos econômicos do plano eram:

  • Tornar a Alemanha Autossuficiente, que consistia em fazer vários acordos comerciais com foco na exportação, para trazer moeda estrangeira ao país. Limitar as importações para encourajar o país a produzir o que precisaria. Incentivar as empresas a produzirem compostos sintéticos, como borracha e petróleo, em caso de não conseguirem mais importar.
  • Reduzir o desemprego, criando novas vagas de trabalho, especialmente na indústria armamentista e na construção.
  • Uso de trabalho forçado
  • Construir a máquina de guerra, o rearmamento: aumentando a produção de matérias-primas: como carvão, ferro, petróleo e aço. Construindo novos parques fabris e indústrias de armamentos, e a fabricação massiva de navios, aviões e tanques de guerra. Estima-se que 150 empresas americanas estiveram envolvidas no rearmamento alemão, entre elas: a DuPont, a IBM, a Ford, a GM e outras empresas como bancos que financiaram os nazistas.

Reichswerke Hermann Goering – conglomerado industrial – (1939)

VÖEST LINZ – AM 13. MAI 1938 ERFOLGTE DER SPATENSTICH | REDAKTION ÖSTERREICHISCHES PRESSEBÜRO

Hermann Göring em seu papel de mobilizar recursos econômicos para o esforço de guerra, recebeu as ordens de Hitler para a “missão especial de adaptar a economia às necessidades da guerra”. Armado com essas instruções, Göring também assumiu a responsabilidade pelas áreas ocupadas, seja saqueando estoques e equipamentos para uso no Reich, ou explorando recursos e capacidade industrial onde eles se encontravam. 

O principal instrumento para a exploração industrial foi a holding estatal, a Reichswerke ‘Hermann Göring’, criada no verão de 1937 para explorar os minérios de ferro domésticos de baixo teor da Alemanha. A preocupação cresceu rapidamente além de seu mandato inicial, pois Göring a usou como um veículo para assumir outros ativos industriais de que o estado precisava para a preparação militar, ou para criar novas empresas estatais do zero. O conglomerado chegou a ser a maior empresa da Europa, e provavelmente de todo o mundo em 1941, com mais de 500 mil empregados.

Desemprego.

Os nazistas utilizaram quatro medidas contra o desemprego:

A primeira foi a DAF – Deutsche Arbeitsfront, ou a Frente Alemã para o Trabalho, foi uma organização alemã criada em substituição aos sindicatos que foram banidos em 1933.

Todos os trabalhadores e empresários precisavam se juntar à DAF. Qualquer alemão que ficasse desempregado era colocado para trabalhar com a DAF na construção de estradas, hospitais e outros prédios públicos.

DAS – Schönheit der Arbeit ou a Beleza do Trabalho, foi uma organização de propaganda com o objetivo de persuadir os empresários a darem melhores condições de trabalho. Ela promovia a melhoria da limpeza das fábricas e locais de trabalho, melhora da higiene dos trabalhadores em serviço e uso de trajes de trabalho adequados.

RAD – Reichsarbeitsdienst ou o Serviço de Trabalho do Reich, foi uma organização com objetivo de militarizar a força de trabalho e introduzir a doutrinação nazista a classe trabalhadora.

KDF – Kraft Durch Freude ou Força pela Alegria foi uma organização política com objetivo de controlar o lazer da população. A KDF organizava viagens pelo mundo, retiros, concertos musicais, cinema, esportes em grupo, cruzeiros e mais atividades. Ela chegou a ser a maior operadora de viagens do mundo.

No sentido econômico, o objetivo das atividades da KdF foi aumentar o desempenho e a produtividade dos trabalhadores alemães. Culturalmente a KdF propagandeou a Volksgemeinschaft (Ou a comunidade do povo) o patriotismo e a imagem de um povo alemão educativo e pacífico no exterior.

Planos Principais

KdF-Wagen

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Um dos projetos mais importantes da KdF foi o plano de produzir o carro de baixo custo KdF-Wagen (mais tarde: Volkswagen Käfer ou Volkswagen Fusca no Brasil), oferecido com planos de financiamento e preços acessíveis (990 Reichsmark). Cerca de 340 mil alemães aderiram ao plano de pagar cinco marcos por semana e tomar posse do carro depois de completar os pagamentos. A fábrica foi construida em 1938 perto de Fallersleben. Para alojar os trabalhadores foi criada a cidade de Wolfsburg, sede da Volkswagen. O KdF-Wagen nunca foi produzido em série. Com o inicio da Segunda Guerra Mundial em 1939 a fábrica começou a produzir exclusivamente veículos militares como o Kübelwagen, Schwimmwagen e Kommandeurwagen até 1945.

A KdF encerrou quase todas as operações após o início da guerra em 1939. A média anual do desemprego na Alemanha nesse período foi a seguinte:

 1930: 3,076 milhões;

1931: 4,520 milhões;

1932: 5,575 milhões;

1933: 4,804 milhões;

1934: 2,718 milhões;

1935: 2,151 milhões;

1936: 1,593 milhão;

1937: 912 mil;

1938: 429 mil;

1939: 119 mil

Embora os números pareçam excelentes, temos que fazer algumas observações:

 O Alistamento diminuiu o número de desempregados e judeus foram excluídos da contagem, tudo isso para beneficiou a propaganda nazista sobre este assunto.

Acordo de Crédito Alemão-Soviético

Acordo de Crédito Alemão-Soviético (também conhecido como Acordo de Comércio e Crédito Alemão-Soviético) foi um arranjo econômico entre a Alemanha e a União Soviética, pelo qual os soviéticos receberam um crédito de aceitação de 200 milhões de marcos em 7 anos com uma taxa de juros de 4,5%. 

A linha de crédito deveria ser usada durante os próximos dois anos para a compra de bens de capital (equipamentos de fábrica, instalações, máquinas e máquinas-ferramentas, navios, veículos e outros meios de transporte) na Alemanha e deveria ser paga pela União Soviética. O acordo econômico foi o primeiro passo para melhorar as relações entre a União Soviética e a Alemanha, dias depois foi assinado o Pacto Molotov-Ribbentrop.

Durante o primeiro período do acordo de 1940 (11 de fevereiro de 1940 a 11 de fevereiro de 1941) e o segundo (11 de fevereiro de 1941, até a quebra do Pacto), a Alemanha recebeu grandes quantidades de matérias-primas, incluindo mais de:

1.600.000 toneladas de grãos

900.000 toneladas de petróleo

200.000 toneladas de algodão

140.000 toneladas de manganês

200.000 toneladas de fosfatos

20.000 toneladas de minério de cromo

18.000 toneladas de borracha

100.000 toneladas de soja

500.000 toneladas de minérios de ferro

300.000 toneladas de sucata e ferro-gusa

2.000 quilos de platina

Estima-se que sem essas entregas Soviéticas, a Alemanha não conseguiria atacar a União Soviética, e muito menos chegar perto dos subúrbios de Moscou.

Diversos dados evidenciam que houve um “Milagre Econômico” na Alemanha nazista e de que a economia alemã foi eficiente. A eficiência foi alcançada operando-se um sistema econômico peculiar (economia de comando) com um grau relativamente descentralizado da economia, com certa liberdade para as lideranças setoriais encontrarem o melhor método de incrementarem a produção nos respectivos ramos de atuação.

Conclusão

Sobre os principais objetivos da Alemanha: O país obteve sucesso no rearmamento. A produção industrial quase dobrou, com investimentos maiores do governo do que no período da República de Weimar, e os salários começaram a subir, porém o objetivo principal de tornar a Alemanha autossuficiente não foi atingido e ela ainda precisava das importações, um dos fatores que contribuíram para sua derrota.

No dia 1 de setembro de 1939 a Alemanha invade a Polônia, causando a declaração de guerra do Reino Unido e da França, iniciando a segunda guerra mundial.